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domingo, 31 de janeiro de 2016

Passeio a Bananeiras cidade de clima frio da Paraíba

Bananeiras, cidade de montanha do estado da Paraíba

O clima de montanha, a natureza exuberante, as bonitas paisagens naturais, a arquitetura, o casario colorido e a feira de rua, são alguns dos atrativos que se podem encontrar na tranquila e bonita cidade de Bananeiras.

Bananeiras fica localizada na Serra da Borborema a 526 metros de altitude, na região do Brejo paraibano. O seu clima é úmido. A temperatura média no verão (setembro a abril) é de 28°C, e, de 10 °C no inverno (de maio a agosto). Bananeiras possui clima mais ameno que a média das cidades da Paraíba. Faz parte do circuito turístico da Paraíba, denominado Caminhos do Frio.

O município de Bananeiras tem uma área de 258 Km quadrados e uma população de cerca de 22.000 habitantes. A base da economia é a agricultura, o comércio e o turismo. O turismo é também uma atividade em crescimento, tendo cada vez mais importância na economia local.
Vista da cidade de Bananeiras (foto de 2008)
Um pouco de história
Bananeiras era território dos índios Janduhys. O início da colonização destas terras começou durante a primeira metade do século XVII, mas só em 16 de outubro de 1879 o município foi fundado. A região foi primeiramente produtora de cana de açúcar e depois de café. Foi este último que proporcionou o aparecimento de uma aristocracia rural que construiu muitas casas antigas que ainda se podem observar por todo o município. O surgimento de uma praga que dizimou as plantações de café fez com que o município se voltasse de novo para o cultivo da cana de açúcar, fumo (tabaco), arroz, sisal e banana.

Melhores meses para ir
Junho, julho, agosto que é quando está mais frio, mas no resto do ano também é agradável porque tudo está muito verde.

Como chegar
O trajeto escolhido foi a BR-230, PB-073 e PB-105. Indo na BR-230, no quilômetro 70,5 entra-se à direita na PB-073, onde uma placa informa Sapé / Guarabira. Depois segue-se sempre em frente passando pelas cidades de Sobrado, Sapé, Mari, Guarabira e Pirpirituba. Depois de atravessar a cidade de Pirpirituba e seguindo sempre em frente por cerca de 8,5 Km vira à esquerda, onde uma placa informa Bananeiras / Solanea / Campina Grande. Entra na estrada PB-105 e segue-se sempre em frente por 14 Km.
Mapa do trajeto de João Pessoa à cidade de Bananeiras

Onde ficar
Existem vários hotéis e pousadas muito agradáveis e de preços variados. Por experiência pessoal, o Hotel Serra Golfe é um boa opção. É um hotel novo localizado no centro de Bananeiras. Por cima da recepção tem um terraço com vista sobre parte da cidade, onde é muito agradável ficar tomando um vinho e sentir o frio noturno.

Hotel Serra Golfe

Património arquitetónico
O patrimônio arquitetônico é rico e diverso. Edificações coloniais podem ser observadas na cidade e na região rural.

Casas coloniais - São várias as casas coloniais que se podem encontrar na cidade e na região rural.
Casa estilo colonial

Correios e Telégrafos - É um a construção de 1835. Foi um dos primeiros estabelecimentos do Nordeste brasileiro a empregar o serviço do “escravo carteiro”. Assim era chamado o negro cativo encarregado de conduzir os malotes postais para diversos lugares.

Igreja de Nossa Senhora do Livramento - Foi concluída em 1 de janeiro de 1861 e a sua construção durou em torno de 20 anos.
Igreja Nossa Senhora do Livramento

Colégio das Dorotéias (Carmelo) - Foi construído em 1917. Mantém as linhas arquitetônicas originais. Educou “a elite feminina” de boa parte da Paraíba e do Nordeste, até os meados da década de 1960.
Colégio das Dorotéias

O Túnel do Trem - Construído em 1922 permitiu que a estrada de ferro chegasse a Bananeiras. A antiga estação de trens foi transformada no Hotel Pousada da Estação. Não houve modificação arquitetônica externa. O telhado da plataforma guarda o estilo arquitetônico anglo-francês,

O Cruzeiro de Roma - Construído em 1899, situa-se a 507m de altura. Deste local é possível avistar até vários quilômetros em redor.

Cachoeira do Roncador - É um lençol d’água que desaba de uma altura de 45m, do rio Bananeiras que nasce na mata da UFPB de Bananeiras. angelins, sucupiras, pau d’arcos, sapucaias e pirauás. O local é adequado para caminhadas ecológicas e a prática de camping selvagem.

Energia elétrica - Foi instalada em 1919, graças a mini-hidrelétrica construída por José Amâncio Ramalho, no distrito de Boa Vista (Borborema). Amâncio aproveitou o potencial do Salto da Boa Vista, um desnível natural do rio Canafístula, para gerar a energia elétrica que abastecia Serraria, Borborema, Bananeiras, Vila do Moreno (atual cidade de Solânea) e Pilões. O nome da empresa era Codebro.

Artesanato
O município é rico nesta área. Artesãos locais são peritos na manipulação da madeira e bambu, a exemplo de Pedro e Santo Herculano. Antonio Fernandes é o mágico construtor de rabecas, guitarras e violões. palha da bananeira, na produção de bolsas, escarcelas, pastas, caixas, cadernetas para anotações e bandejas. Os doces caseiros (de frutas variadas) são famosos na região, assim como o crochê, fuxico e bordados.

Preservações ambientais
Matas nativas do Cumbre, da Bica e Boqueirão, onde existem árvores que já foram extintas em outros redutos da Mata Atlântica. Aqui, são comuns os “olhos d’água” perenes, de boa potabilidade e até mineral. No centro da Mata da Bica é formada a “Lagoa do Encanto”. Conta-se que no início do Século XIX, a lagoa teria engolido um carreiro, os bois e o carro. Moradores antigos falam das ruínas de um cemitério de escravos, nas proximidades.

Feiras de rua
As feiras de rua são verdadeiras atrações da região. Na de Bananeiras, às sextas, o ponto alto são as comidas típicas. Mas as mais famosas ocorrem nas proximidades da cidade: em Solânea, a 3 km, nas manhãs de sábado; e no distrito de Tabuleiro, a 12 km, nas manhãs de domingo (na última, experimente a famosa buchada de bode do Seu José).
Feira de rua

Engenhos
Dois engenhos tradicionais, Rainha e Cascavel, mostram aos turistas suas instalações e explicam sobre o processo de fabricação da cachaça. Como eles ficam na área rural da cidade, em vias sem sinalização, vale passar antes pela Casa do Turista, na Praça Epitácio Pessoa, para perguntar sobre o caminho - se preferir, o lugar oferece guias para acompanhar o passeio.

Gastronomia
O festival de gastronomia, no qual os restaurantes criam pratos usando ingredientes típicos da região como a cachaça, a tilápia e, claro, a banana.

2 comentários:

  1. Estou pasmo, quanta desinformação.

    1 - O prédio dos Correios, que não é mostrado, diz o autor deste site, que data de 1835, cerca de 26 anos antes da construção da Igreja onde logo na entrada se lê nos mosaicos 1861.

    2 - Casa colonial é qualquer casa antiga e não aquelas construídas durante o império e com arquitetura própria e definida.

    3 - CODEBRO, acrônimo de Companhia de Eletrificação do Brejo, foi a empresa que implantou a luz elétrica gerada na Usina de Paulo Afonso, aqui na Bahia. isso data do início dos anos 60. Referida empresa de distribuição de eletricidade incorporada a SAELPA através de fusão.

    É CADA UMA!

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  2. Resposta ao comentador Homero

    Nota inicial
    Este blog é feito sem qualquer tipo de pretenciosismo que não seja, apenas, dar prazer ao seu autor em divulgar e partilhar as belezas da Paraíba. As fontes da informação divulgada (Wikipédia, sites das prefeituras, sites turísticos etc) por vezes não têm informações fidedignas, pelo que, apesar do cuidado em confirmar a exactidão das mesmas e de cruzá-la com outras fontes, podem levar a que alguns dados tenham incorreções pontuais. Muitas vezes as fontes têm informações contraditórias, o que torna muito difícil escrever algo totalmente exacto. Por este motivo aceito com humildade criticas construtivas. Contudo, não é admissível que pessoas utilizem este espaço para se pavonearem.


    Comentador Homero,
    Pela forma desrespeitosa como se dirigiu ao autor deste blog, pelo rigor exacerbado ao que é apresentado, pelas críticas sem fundamento sobre o que foi escrito, pela interpretação errônea de partes do texto, conclui-se, facilmente, que o senhor é pedante, arrogante, vaidoso e extremamente mal educado. Sem esquecer os erros gramaticais e ortográficos que cometeu na sua escrita, além de uma ileteracia flagrante e constrangedora. Não forçosamente por esta ordem. Claro.

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